
Álcool de estanho
Ora quem é que não sabe
Respeitar o nosso espaço
Ora quem é que não sabe
Que nem toda palha é de aço
Será que você percebe
Que meu sangue vai continuar a cair?
E eu não acreditando
Que você de novo, vai me desiludir
E o seu gosto doce e quente
Alivia minha dor
E o espaço tão ferido
Transformando-se em torpor
E os anjos agora cantam
E me afagam como você já não faz
E me abraçam , me sustentam
Anjos?Quem sabe o que mais?
Quanto custou esse silêncio?
Aquele que eu tanto pedi?
Custa caro a escuridão
Pra eu conseguir dormir?
Quem sabe de novo eu acorde
Pensando se você ira repetir
Mais rotina, pra no fim
Mais uma vez, eu te ver cair.
Carla Marques


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